INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

    Para entender interpretação de texto deve conhecer o conceito de texto. A definição é um conjunto ordenado de ideias desde o inicio ao final, ou seja, que tem coerência e coesão. Os escritos podem ser: dissertativos, narrativos, descritivos, poesia, artigos científicos e otros. Então texto é o conjunto de parágrafos interligados, onde cada parágrafo tem uma ideia central e secundaria. A primeira é o desenvolvimento da ideia do assunto específico na qual todos os parágrafos se baseiam na ideia original e a segunda complementa a primeira, ou seja, são os exemplos, as novedades...

    O que é interpretação? É inferir dentro do texto o que escreveu o autor, é dizer, o leitor buscará as informações implícitas do autor. Estas não são visiveis quem as lê, por isso, necessita leer varias vezes para entender o  autor. Assim, interpretação é captar todas as ideias propostas pelo autor, é dizer, a explicação do sentido ou significado duma palavra, duma frase, duma período em determinado texto. Os enunciados de cabeçera das alternativas é: infere-se, depreende-se, de acordo com o texto.

A inferência é a soma da informação implícita e explícita, onde a oculta é a interpretação e a visivel e a compreensão. A primeira encontra-se com palavras-pista, isto quere dizer, uma palavra decide a melhor alternativa. Esta pode ser qualquer clase gramatical. A segunda os dados solicitados podem vir expressos literalmente no texto. Por isso, pergunta-se, o que quiz dizer o autor com aquelas palavras. Prestar atenção ao verbo que indica ação ou posição do autor sugerida em cada alternativa. O sucesso está em "como se lê" e não no "quanto se lê".

 

DICAS PRÁTICAS

 

1- A primeira leitura é para o cérebro acostumar; a segunda, para anotar as palabras-chave e a terceira para esquematizar o texto num canto da folha.

2- o assunto, tema ou ideia central, encontra-se no primeiro e último parágrafo do texto.

3- nas alternativas, pede inferir ou deduzir ou a partir da tesis de um determinada frase, parágrafo, você vai direto a ele. Não perca tempo.

4- nas alternativas, os elaboradores de prova te vão a confundir com a extrapolação, redução e contradição. Então a extrapolação é a "viagem", é dizer, acrescenta ideias que não estão no texto; a redução, da-se apenas um ou outro aspecto, esquecendo-se que o texto é um conjunto ordenadas de ideias; a contradição é oposto ou contrario ao texto.

5- se são 5 alternativas e dois delas é a resposta, leia de novo o trecho e concentre e acerte.

 

Exemplo: texto: imposto

A insistência das secretarias estaduais de Fazenda em cobrar 25% de ICMS dos provedores de acesso à internet deve acabar na Justiça. A paz atual entre os dois lados é apenas para celebrar o fim do ano. Os provedores argumentam que não têm de pagar o imposto porque não são, por lei, considerados empresas de telecomunicações, mas apenas prestadores de serviço. Com o caixa quebrado, os Estados permanecem irredutível. O Ministerio da ciência e Tecnologia alertou formalmente ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, que a imposição da cobrança será repassada para o consumidor e pode prejudicar o avanço da internet no Brasil. Hoje, pagam-se em média 40 reais para se ligar à rede.

 

Infere-se do texto que

a) o desenvolvimento da internet no Brasil está sendo prejudicado pela cobrança do ICMS.(comentario: no penúltimo periodo está escrito pode prejudicar é diferente está sendo prejudicado= errada)

b) Os Estados precisam cobrar mais impostos dos provedores para não serem punidos pelo Minesterio da Ciência e Tecnologia.(comentario: os Estados permanecem irredutíveis porque o caixa está quebrado= extrapolou= errada)

c) As empresas caracterizadas como prestadoras de serviço estão isentas do ICMS.(comentario: as empresas de telecomunicação não têm de pagar o imposto, ou seja, está isenta= certa)

d) Todas as pessoas que desejam ligar-se à internet devem pagar 40 reais de ICMS.(extrapolou)

e) Os provedores de acesso à internet estão processando os consumidores que não pagam o ICMS.(comentario: não o que diz o texto)

 

Sempre há grande preocupação com a realização de obras em um prédio, especificamente em relação à sua segurança. Por força do art. 1.336, II, do Código Civil, é dever de todo condômino não realizar obras que comprometam a segurança da edificação; dessa forma, condomínio, representado por seu síndico, pode exigir o cumprimento desse dever. A primeira dúvida que acomete os síndicos é se devem ou não agir quando têm ciência da realização de alguma obra. Se ouvir uma martelada, o

síndico já deve solicitar informações sobre uma obra? Ou somente quando algum vizinho reclama? Ou será que o síndico só deve se movimentar se houver algum dano? A resposta é realmente simples: o síndico deve solicitar informações sobre qualquer obra cujo volume justifique sua ação. Esse “volume” é avaliado, por exemplo, com base no número de operários que entram e saem do condomínio, na quantidade de carga e descarga de materiais ou entulhos dos imóveis, nos ruídos

gerados pelos trabalhos da obra etc.

 

(André Luiz Junqueira, Revista Bonijuris, abril 2011)

(comentario: tema - a responsabilidade do síndico na segurança do predio)

 

De acordo com as ideias do texto, indique a proposição verdadeira:

 

a) Ao saber de alguma obra no prédio, o síndico deve agir de imediato, não importa em que volume estejam os ruídos.(comentario: de imediato não, o síndico deve analizar o caso concreto)

b) A segurança da edificação é o pressuposto para nela se realizar qualquer obra.(comentario: é dever de todo condômino não realizar obras que comprometam a segurança da edificação, não realizar obras = pressuposto, qual é alternativa melhor para realizar= certa)

c) A desculpa para o síndico tomar informações com o condômino sobre obra no prédio é a pequena dimensão desta.(comentario: o volume deve justificar a ação de quantos trabalhadores entram e saem, não é a pequena dimensão)

d) O síndico não pode representar o condomínio.(comentario: o síndico pode)

e) Nenhum condômino deve realizar obras, a menos que comprometam a segurança do prédio.(comentario: todo condômino não realizar obras que comprometam a segurança da edificação= nenhum é uma contradição a todo condôminio)

 

 

 

O sentido do provérbio “Se o espinho não pica ao nascer, bem pouco ou nada picará” encontra equivalência em:(comentario:as qualidades e virtudes de nossa natureza já revelaram, então, o que têm de rigoroso e belo − ou nunca o revelarão; significa, se alguem não enmascar a verdade desde jovem, mais tarde será difícil. o segredo se mantém para sempre.

 

a) O que cedo não se revela jamais se revelará.(certa)

 

b) A cada dia devem bastar seus próprios males.(errada)

 

c) Não se pode apressar a natureza.(nada ver)

 

d) A vigilância contínua é o caminho do sucesso.(saiu pela tangente)

 

e) Mais vale o próximo possível que o ideal distante.(errada)

 

 

Texto I

 

Em uma manhã de inverno em 1978, a assistente social Zélia Machado, 49 anos de idade, encontrou um bebê recém-nascido em um terreno baldio em frente de sua casa, em Curitiba. Era uma menina morena que chorava muito, ainda com o cordão umbilical, embrulhada em uma sacola de papel. Zélia, uma descendente de ucranianos de olhos azuis, levou a criança ao hospital e, ignorando a opinião contrária de parentes e amigos, resolveu adotá-la. “Foi a melhor decisão da minha vida”, diz hoje. Aos dezoito anos, Patrícia, a filha adotiva, está-se preparando para o vestibular e tem com a mãe um relacionamento melhor do que muitos filhos biológicos em outras famílias. “Às vezes até esqueço que fui adotada”, conta. Histórias como essa compõem a primeira grande

pesquisa sobre adoção no Brasil, feita pela psicóloga paranaense Lídia Weber em doze estados de diferentes regiões. O estudo, que acaba de ser apresentado no XXVI Congresso Internacional de Psicologia, realizado em Montreal, no Canadá, desmente alguns mitos sobre a adoção no país. Mostra, por exemplo, que a adoção é uma experiência muito mais tranquila e gratificante do que se imagina para pais e filhos. “Oitenta e cinco por cento dos casos estudados foram muito bem-sucedidos”, atesta a pesquisadora. “Esse resultado desmente a tese de muitos psicólogos e psiquiatras segundo a qual a perda dos pais biológicos é irreparável e determinante de todos os problemas nas crianças adotadas.”

 

Com base no texto I, assinale a alternativa correta.

(A) É correto afirmar que o primeiro parágrafo do texto I apresenta estrutura descritiva.

(B) É alto o percentual, em crianças adotadas, de

problemas psicológicos irreparáveis, resultantes da

perda dos pais biológicos: 85%.

(C) Foi a assistente social Zélia Machado a responsável

pelos primeiros cuidados com o cordão umbilical do

bebê recém-nascido encontrado em um terreno baldio.

(D) Existem mitos sobre a adoção no Brasil. Um deles é o de que a criança adotada é problemática porque a

perda dos pais biológicos é irreparável.

(E) Há registros antigos que comprovam o fato de que os

brasileiros consideram a adoção uma experiência

tranquila e gratificante.

 

Em cada alternativa a seguir, é feita uma interpretação de palavra ou expressão do texto I. Assinale aquela que contém interpretação correta, de acordo com a norma culta padrão da língua portuguesa.

 

(A) A expressão “a assistente social” (linhas 1 e 2), caso seja colocada após o substantivo próprio a que se

refere, cria, necessariamente, uma falha gramatical.

(B) No trecho “de sua casa, em Curitiba” (linhas 3 e 4), a eliminação da vírgula e a substituição da preposição “em” por de mantêm o sentido original da frase.

(C) A substituição de “ainda” (linha 5) por ainda que

modifica o sentido da frase em que se insere, porque,

no original, o vocábulo “ainda” tem valor de tempo e,

na reescrita, passa a estabelecer uma relação de

oposição, de concessão.

(D) Na linha 12, o verbo esquecer está empregado com

traços tipicamente coloquiais, pois a forma padrão culta exige que, na frase, ele seja acompanhado de

pronome me e preposição de.

(E) Na linha 23, o verbo ser, conjugado como “foram”,

pode ser empregado também no singular.

 

 

 

 

Havia arroz sem colorau, couve e pão. Sobre a toalha havia também copos cheios de vinho ou de água mineral, sorrisos, manchas de sol e a frescura do vento que sussurrava nas árvores. E no fim de tudo, houve fotografias. É possível que nesse intervalo tenhamos esquecido uma encantadora linguiça de porco e talvez um pouco de farofa. Que importa? O lombo era o essencial, e a sua essência era sublime. Por fora era escuro, com tons de ouro. A faca penetrava nele tão docemente como a alma de uma virgem entra no céu. A polpa se abria, levemente enfibrada, muito branquinha, desse branco leitoso e doce que têm certas nuvens às quatro horas da tarde, na primavera. O gosto era de um salgado distante e de uma ternura quase musical (Rubem Braga).

 

Das informações a seguir, uma não traduz corretamente o sentido do texto. Identifique-a.

 

a) Em seu caráter alimentar, o lombo, contrariando-se a descrição banal, é revestido de uma acepção poética inusitada.

 

b) Se o lombo era essencial, o conjunto dos outros elementos que compunha o banquete dá-se apenas num formato coadjuvante.

 

c) Numa mistura de objetos visuais e metáforas, o autor descreve a parcela animal posta à mesa em tom sublime.

 

d) Abdicando das fronteiras que definem as diferenças entre a subjetividade e a objetividade, o autor evidencia sentidos sinestésicos na composição de um contexto poético.

 

e) Ao subverter o caráter sublime e poético do objeto descrito, o autor estabelece uma relação assimétrica entre os diversos sentidos pelos quais os objetos se definem.

 

O autor diz: “O lombo era o essencial”, que, considerando-se o contexto, traduz-se em:

 

a) no conjunto de tudo posto à mesa, o lombo também era importante.

 

b) se havia o lombo com tons de ouro, sua essencialidade era sublime.

 

c) a carne transcende de sua condição essencialmente animal.

 

d) se havia o lombo, as outras comidas eram prescindíveis.

 

e) avultava-se o caráter sublime do lombo.

 

Começamos a nos dar conta de que, no que se refere ao

mesmo serviço, a oferta online é preferida pelos consumidores à oferta local, e isso em todos os domínios. Tudo o que está online conhecerá um desenvolvimento rápido, geralmente em

detrimento das ofertas puramente locais, e pela simples razão de que o ciberespaço oferece globalmente mais escolhas, por um preço melhor. A menos que reinventem radicalmente os serviços que oferecem, as pequenas lojas tenderão a desaparecer, salvo aquelas que prestam um serviço original ou difícil de virtualizar.

(Adaptado de: Pierre Lévy. A conexão planetária. Trad. Maria Lúcia Homem e Ronaldo Entler. São Paulo, Ed. 34, 2003, p. 52)

7. ... as pequenas lojas tenderão a desaparecer, salvo aquelas que prestam um serviço original ou difícil de virtualizar.

A frase acima está corretamente reescrita do ponto de

vista da concordância, e preservando-se, em linhas gerais,

o sentido original, em:

(A) Deve desaparecer as pequenas lojas, com exceção das que disponibiliza um serviço original ou difícil de virtualizar.

(B) Com exceção daquelas cujos serviços oferecidos seja original ou difícil de virtualizar, as pequenas lojas devem desaparecer.

(C) Virá a desaparecer pequenas lojas, a não ser aquelas cujos serviços sejam original ou difícil de virtualizar.

(D) Excetuando-se as que oferece um serviço original ou difícil de virtualizar, as pequenas lojas irão desaparecer.

(E) Com exceção daquelas que oferecem um serviço original ou difícil de virtualizar, as pequenas lojas deverão desaparecer.

 

Costuma-se dizer que há, no Brasil, leis "que pegam" e leis que "não pegam". Qualquer cidadão pode verificar, por sua própria experiência, que tal afirmação não é improcedente. Mas talvez seja injusto confiná-la aos limites do território nacional: a invasão do Iraque se deu a contrapelo das decisões da ONU. A partir de então, como deixar de reconhecer que a arbitragem da própria Organização das Nações Unidas já "não pega", esvaziando-se, assim, a razão mesma de existência desse organismo internacional? Recuando um pouco no tempo, poderíamos lembrar que o regime de "apartheid", na África do Sul, representou um manifesto escárnio contra a Declaração dos Direitos Humanos. Exemplos como esses escancaram, para tristeza nossa, a verdade de que há dispositivos legais que "pegam" ou "não pegam" segundo a força de quem os manipula ou, simplesmente, os ignora.

 

(FCC -TRT24R) A conclusão que se depreende do texto acima está resumida na seguinte frase:

 

A)As leis nascem e vigem em função dos interesses da maioria.

 

B)Os Direitos Humanos são a base das estratégias políticas nacionais.

 

C)A má formulação do texto legal enseja a interpretação tendenciosa.

 

D)A soberania de um país é um princípio jurídico equivocado.

 

E)O Direito se revela inócuo quando o que prevalece é a razão do mais forte.

 

 

 

 

 

 

 

A imortalidade do corpo talvez seja o maior sonho da nossa humanidade: mais até que os bens materiais, as pessoas sempre buscam a vida eterna; muitos são os que procuram as fontes da juventude, e hoje em dia a própria ciência cria esperanças em vários indivíduos. A primeira grande complicação relacionada à imortalidade a princípio será nosso próprio planeta: como ele iria suportar tamanha explosão populacional? Teríamos de contar com um programa de natalidade extremamente rígido
para que a Terra abrigasse seus habitantes. Isso, além dos problemas ligados ao ecossistema: mais população, mais consumo, ou seja, mais devastação, mais lixo. Historicamente, vemos uma evolução absurda em
nossa expectativa de vida. Nos anos de 1920, 1930, a expectativa média era de 30 a 35 anos; hoje ela é praticamente o dobro, e isso em apenas 80 anos e, se passarmos a considerar as novas tecnologias, devemos crer que, em mais algumas décadas, ultrapassaremos muito
facilmente a barreira dos 100, dos 120 anos. O que caberia à ciência fazer para que fôssemos imortais? Seria imprescindível criar um remédio para tratar da velhice. Nossas moléculas, a partir de certa idade, deixam de se regenerar. Isso leva-nos a envelhecer. Se a ciência descobrir uma forma de fazer nossas moléculas voltarem a se regenerar, aí teremos o elixir da longa vida, mas isso ainda não traria a imortalidade. Apenas para constar, as pesquisas em células-tronco podem, além de curar vários tipos de doenças, promover a regeneração das células velhas. Cientificamente é possível, assim como desenvolver tecnologia que realize algum tipo de manutenção, deixando nossas células sempre saudáveis. Alguns geneticistas supõem que uma vida de mil anos esteja batendo às nossas portas, e o que impediria a vida eterna do corpo seria muito mais a ética que uma barreira científica. Outra questão é que a nossa imortalidade não é absolutamente garantida, pois nós continuaríamos a morrer: paradas cardíacas, por exemplo, nem sempre podem ser evitadas, assim como guerras, acidentes ou violência urbana.
Portanto, correríamos o risco de, mesmo vivendo muito, ter de suportar a dor das perdas prematuras que, em função de uma vida maior, seriam muito mais doloridas. Vale lembrar que, nos mitos populares, a vida eterna normalmente é ligada a forças do mal, como vampiros, múmias e outros seres que povoam o imaginário popular. Isso mostra que nós não vemos realmente a vida eterna como uma dádiva, mas muito mais como um castigo. Talvez ninguém queira, de fato, viver para sempre. A morte faz parte de nós mesmos, nascemos para morrer. Pode até demorar um pouco, mas nossa morte, após alguns anos de vida, deixa de ser um castigo para se tornar um descanso. Imortalidade do corpo seria, então, pura ficção? Nosso mundo, bem real por sinal, tem seres teoricamente imortais, que possuem capacidade de regeneração ilimitada: alguns que não envelhecem e outros que conseguem retornar a estágios mais novos de sua evolução física. Seria o mesmo que, quando tivéssemos oitenta anos, voltássemos aos vinte. Tais seres são biológicos, são formas de vida, mesmo que algumas consideradas estranhas, mas em sua cadeia
genética está guardado o segredo da vida eterna. A hidra, por exemplo, é uma espécie de polvo que vive em águas doces, tem preferência por águas frias sem nenhum tipo de poluição. Possui duas formas de procriação: a comum, porém sem contato, em que a hidra macho solta o
sêmen na água; este vai ao encontro do óvulo da hidra fêmea, fecunda-o, e a gestação é iniciada. Já a segunda forma é bem curiosa: uma área de seu corpo reproduz algumas moléculas, que se agrupam e dão origem a uma nova hidra, e esta possui capacidade assombrosa de

regeneração. Nos humanos, seria como se nascesse um tumor em alguma parte do seu corpo; depois de um tempo, esse tumor se desprendesse e continuasse sua evolução, sozinho. É estranho, até nojento, mas é o que acontece. Agora, a principal característica das hidras é a de que ela simplesmente não envelhece: em tese, pode viver para sempre, ou enquanto nosso planeta viver. A Turritopsis nutricula, de nome muito estranho, é uma espécie de água-marinha que aprendeu a ser imortal, capacidade que não possuía. Esse organismo capacitou-se
para retroceder sua idade biológica, e pode fazer isso de forma presumidamente infinita. Após atingir a idade sexual madura, ela consegue reproduzir-se e voltar ao estágio passado. Trata-se do único relato dessa natureza em toda a biologia. Isso tem sido encarado como um problema, pois houve uma explosão populacional muito grande dessa
espécie.

 

Assinale a alternativa que interpreta corretamente o texto.
(A) Os geneticistas asseguram que o homem já é capaz de viver mil anos.
(B) O texto dá a entender que, se alcançar a vida eterna do corpo, o homem estará vinculado ao mal.
(C) Segundo o texto, do ponto de vista puramente científico-tecnológico, as pesquisas com células-tronco podem garantir indefinidamente a regeneração das células velhas e a manutenção das saudáveis.
(D) O texto aventa a hipótese de que o problema da explosão demográfica possa ser solucionado com a transformação de outro planeta em lugar habitável para
o homem.
(E) O texto estabelece uma vinculação entre a capacidade de certos animais terrestres de desenvolverem formas de, teoricamente, imortalizar-se e a possível habilidade técnico-científica do ser humano de também tornar seu corpo praticamente imortal.

 

Imagine se o mercado de energia funcionasse assim: você vai a uma loja de departamentos e compra um kit de energia solar ou eólica. Instala o dito cujo no telhado, seguindo o manual de instruções, pluga na tomada e, com o celular ou o computador, controla a produção de energia em
casa. Quando seu gasto de energia for maior que a produção, você recebe uma conta em casa. Mas, quando a produção superar o consumo, algo incrível acontece: chega um cheque pelo correio. Não seria sensacional? Seria, claro. Mas o jeito como os Estados Unidos estão incorporando energias limpas ao seu sistema é bem diferente disso. Por lá, eles estão substituindo carvão queimado por energia eólica e solar, o que é bom, mas de uma maneira que não muda a relação entre os produtores e os consumidores de energia. Você conhece o modelo: usinas gigantescas produzindo energia, postes monumentais transportando essa energia por milhares e milhares de quilômetros. Quem quiser pode instalar seu painel solar no telhado, mas o sonho de mandar essa energia para a rede e faturar uns trocadinhos com isso continua bem longe da realidade. A revista Fast Company publicou, na sua edição de julho/agosto, uma reportagem bem interessante acerca de um novo sistema de produção descentralizada de energia, o microgrid, que se opõe ao tradicional macrogrid. A diferença entre os dois parece com a distinção entre a televisão (uma enorme infraestrutura de mão única que leva informação do centro para as bordas) e a Internet (uma teia gigantesca que não tem centro — todo mundo produz e consome ao mesmo tempo). Assim como a Internet deu origem a uma avalanche
de empreendedorismo pelo mundo, a ponto de algumas das maiores empresas do planeta hoje terem nascido lá dentro, essa mudança poderia iniciar uma nova era de dinamismo no setor de energia. Qualquer um de nós poderia ajudar a resolver a crise de energia — e ganhar dinheiro com isso. Haveria um surto de inovação, com gente mundo afora tentando desenvolver cataventos e placas solares mais eficientes, novas fontes de energia e de transmissão.

 

Assinale a alternativa que interpreta corretamente ideias do
texto .
(A) O atual sistema de energia brasileiro, o microgrid, dá
origem a diversas frentes de empreendedorismo.
(B) O texto estabelece a seguinte correlação: a televisão
estaria para o sistema tradicional de energia assim
como a Internet estaria para o sistema apresentado na
revista Fast Company.
(C) O autor redigiu o texto em análise nos Estados Unidos,
com o propósito de estimular as pessoas a
desenvolverem projetos alternativos para a solução da
crise de energia mundial.
(D) O trecho “você vai a uma loja (...) a produção de
energia em casa” (linhas de 2 a 6) apresenta cinco
verbos no indicativo presente, pois relatam ações que
ocorrem, no mundo real, a todo momento.
(E) A finalidade básica do texto é estabelecer uma
comparação entre o setor de energia brasileiro e o
norte-americano.

 

Assinale a alternativa que apresenta explicitação mais
apropriada do tema central do texto .
(A) O mercado de energia pode estar à venda em uma loja
de departamentos.
(B) Receber pelo correio uma conta ou um cheque
relativos aos gastos com energia já é possível.
(C) Usinas gigantescas e postes monumentais compõem o
perfil do sistema energético.
(D) Televisão e Internet: tecnologias que se opõem e se
complementam.
(E) Descentralização no sistema elétrico: alternativa para a
crise no setor de energia elétrica.

 

Assinale a alternativa que apresenta análise correta relativa à
composição discursiva e estrutural do texto .
(A) O autor, buscando divulgar suas ideias, inclui-se no
texto e dialoga com o leitor.
(B) Frases de caráter subjetivo, com uma linguagem
metafórica, compõem a estrutura linguística do texto.
(C) O texto, embora trate de tema científico e tecnológico,
é estruturado com preponderância da linguagem
espontânea, coloquial.
(D) O público-alvo do texto é o cidadão comum, com baixa
escolaridade, pertencente à classe média brasileira.
(E) Fica claro no texto que o tema por ele abordado é de
recente preocupação nacional e faz parte de acirradas
discussões nos mais diversos segmentos da sociedade
brasileira, razão que levou o autor a elaborar o texto na
alvorada do corrente ano.

 

Assinale a alternativa que interpreta corretamente ideias e
fatos linguísticos do texto.
(A) O período que se inicia na linha 31 permaneceria com
o sentido original com a inclusão de uma vírgula após a
palavra “Assim”.
(B) A troca do “se” (linha 1) pela palavra que exigiria a
mudança do modo do verbo que sucede o “se”:
“funcionasse” mudaria para funcionaria.
(C) A oração “chega um cheque pelo correio”
(linhas 8 e 9), no contexto em que se insere, sugere a
mesma ideia expressa em “faturar uns trocadinhos”
(linha 20) e em “ganhar dinheiro com isso” (linha 36).
(D) A substituição de “produzindo” (linha 16) por
produziram e de “transportando” (linha 17) por
transportaram não altera o sentido básico da frase
em que estão.
(E) O sinal indicativo de crase pode ser corretamente
inserido sobre o segundo “a” da linha 31, pois o verbo
dar assim o permite.